quarta-feira, dezembro 13, 2017

Chovem emails mas ninguém se molha!

(Um polvo cada vez maior)

A expressão nacional benfiquismo começa agora a ser usada com a frequência que merece mas os leitores mais antigos do Belém Integral hão-de fazer-me a justiça de a ter divulgado há bastante tempo. A ideia que na altura pretendia passar está hoje patente, é o retrato de corpo inteiro deste portugalzinho ridículo, cada vez mais pequeno, e que ninguém leva a sério. Desde a política ao desporto, tudo é suspeito. No caso do futebol, se procurarmos no mundo actual algo de semelhante, e uma vez que a união soviética já não existe, o exemplo norte coreano é irresistível. Desde logo pelo enfado com que a comunicação social lusitana encara tudo o que possa prejudicar a imagem do Benfica e do seu grande líder! Desconheço se na Coreia do Norte se disputa algum campeonato mas o que tenho a certeza é que ninguém se há-de atrever a ganhar à equipa do Kinzinho.


(Caso Mateus encerrado)

Desde a primeira hora, nomeadamente quando um tribunal não desportivo decidiu dar razão ao Gil Vicente, que venho elogiando a actuação da SAD do Belenenses, quer recorrendo da sentença que punha em cheque os interesses do Clube, quer agora onde revelou capacidade para encontrar uma solução com honra para ambas as partes. No entanto e isto já não tem a ver com o Belenenses mas com todos os participantes numa competição, o lema tem que continuar a ser o mesmo, ou seja, à justiça desportiva o que é da justiça desportiva. E a UEFA e a FIFA deveriam ser mais inflexíveis nestes casos. Precisamente para que não se tornem casos.


(entrevista de Rui Pedro Soares ao jornal A Bola)

Porque o postal já vai longo vou resumir-me ao essencial guardando outros comentários para uma próxima oportunidade. E o essencial tem a ver com a relação de confiança que actualmente não existe entre a SAD e a Direcção do Clube. E sem essa confiança não vejo como se possa materializar um novo acordo parassocial. Mas a verdade é que ele tem que ser construído. Tem que haver uma solução para que o Belenenses possa singrar. Quem é que está disponível para fazer parte da solução?!



Saudações azuis 

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Os improfícuos!

Escolhi um palavrão para definir aquele conjunto de pseudo atacantes que jogam actualmente no Belenenses. E aqui a expressão ‘atacante’ abarca aqueles que se aproximam repetidamente da área adversária com a intenção de marcar um golo. E a primeira conclusão que retiro é que é difícil juntar tanta gente com tão pouco faro pela baliza! Daí não ser surpresa que dos quatorze golos marcados, nos quatorze jogos que já levamos, mais de metade tenham sido obra de defesas ou médios defensivos!

Eu bem sei que está cada vez mais difícil marcar um golo, em especial quando se joga em casa, seja porque temos que assumir as despesas do jogo, e ficamos mais vulneráveis lá atrás, seja porque o anti jogo é a marca de água deste campeonato. Sei isso tudo e por essa razão vou desculpando tudo e mais alguma coisa. Mas vamos ao jogo.

Ontem era mais um daqueles dias em que os adeptos esperavam um milagre. E o milagre dos três pontos passava muito pela forma como as alas conseguissem colocar rápidamente a bola ao alcance da novidade Jesus Hernandez! Porém, no lado direito (por onde o jogo é quase sempre carreado) Diogo Viana (de olhos no chão!) demora séculos a decidir-se e opta normalmente pelo erro. Tenta o drible e acaba invariávelmente no chão a pedir falta que o árbitro raramente assinala. O melhor que conseguiu naquela primeira parte foi um centro ao qual correspondeu um cabeceamento perigoso de Hernandez. É muito pouco. Do lado esquerdo temos o Freddy e o seu futebolzinho vistoso mas improfícuo. Neste deserto anti baliza retive apenas a boa movimentação de Hernandez, e a verticalidade de Benny, esse sim, capaz de fazer um golo a qualquer momento.

 E veio a cena de Chaves – um golo fortuito já próximo do intervalo, onde a azelhice de Florent veio mais uma vez ao de cima.

Segunda parte com poucas esperanças de reverter a situação, o eterno chuveirinho, com o Domingos a trocar os jogadores baixos pelos jogadores altos. E teve sorte, acabou por ser premiado! Diogo Viana consegue, finalmente, um bom cruzamento, liftado e sem necessidade de tentar driblar o adversário directo, cruzamento ao qual correspondeu Yebda que assim sossegou os martirizados adeptos azuis. Faltavam dez minutos para o jogo terminar e já não houve talento nem força para mais.

O campeonato, como venho repetindo, vai ser tremendo! E não me canso de avisar: - das quatro equipas do sul (que lutam pela manutenção), uma vai descer. O mínimo de segurança são vinte pontos na primeira volta. Temos actualmente dezassete quando faltam três jornadas… Atenção!


Saudações azuis


Nota básica: O Paços de Ferreira é uma equipa perigosa, tem um avançado a sério, e teve duas oportunidades para facturar na primeira parte. O que pode considerar-se normal porque ninguém joga sozinho. Por isso tenho que valorizar a organização defensiva do Belenenses em termos colectivos. Em termos individuais é outra coisa. Portanto o que o Belenenses não pode é ter menos oportunidades de golo que o adversário. E isso aconteceu na primeira parte. Com alguma boa vontade contei uma e meia!

quarta-feira, dezembro 06, 2017

VAR mostra-se contra os fracos…

Depois de mais uma jornada vergonhosa que só veio confirmar a suspeição instalada*, o VAR sempre silencioso e distraído quando precisamos dele, fez prova de vida no Estoril e resolveu anular um golo ao Portimonense. Bruno Paixão árbitro desse jogo até fez questão de chamar um dos fiscais de linha para assistirem em directo à lição de verdade desportiva que estava ali a ser ministrada. Mais tarde, nos vários programas de televisão, este episódio serviu para reabilitar o VAR face ao seu duvidoso desempenho no Dragão. 

Ora bem, não interessa muito averiguar se o VAR foi naquela ocasião oportuno, a mim pareceu-me que não, e o experiente treinador do Portimonense também não gostou. Achou aquilo forçado, aconselhando inclusivé uma paragem do VAR até novas ordens. Eu concordo.

E concordo pela simples razão de que não vale a pena acrescentar à suspeição que actualmente impende sobre a arbitragem uma nova suspeição, desta feita sobre o VAR. Suspeição inevitável porque o VAR não é uma maquineta que trabalha sozinha, tem gente atrás e essa gente são os árbitros que temos.**

E puxando agora a brasa à minha sardinha, que todos sabem ser o Belenenses, temo bem que o VAR a continuar assim possa interferir decisivamente na luta pela permanência, sabendo-se como se sabe o clima de compadrio em que vegeta o futebol português. Suspeitas?! Claro que tenho. E esta é só mais uma.

Saudações azuis



*Ontem foram revelados no Porto Canal mais uma série de emails (cujo conteúdo nunca ninguém desmente) e que configuram um verdadeiro atentado à verdade desportiva. Se Fernando Gomes pensava que o VAR era a salvação do campeonato, bem pode pôr as barbas de molho. Não só não é a salvação como pode apressar a sua derrocada. É impossível trabalhar sobre a batota. Pelo menos para pessoas decentes.

**Para além da cereja da suspeição no topo do bolo que é existir um clube que se encarrega das transmissões televisivas no seu estádio! Isto é uma aberração e uma anedota que enquanto não for extirpada a batota irá continuar. Não brinquem connosco. Não brinquem com o futebol. 

domingo, dezembro 03, 2017

A fotografia de um jogo…

Que no fim deixou a imagem de um jogo para a fotografia! Um filme antigo, interessante, mas com final conhecido. No entretanto uma boa reacção, algumas ameaças à baliza leonina, mas todos sabíamos que eram apenas ameaças.
O primeiro fotograma revelou o erro inicial chamado Bouba Saré! Não havia necessidade. Sem ritmo físico e mental Saré era um homem a menos. E demos o primeiro brinde, o único que o Sporting aproveitou. Mais um arranque de Podence pela direita e Florent nervoso faz uma falta escusada que dá penalty. Domingos queixou-se da diferença de critérios em relação aos três grandes, um lugar comum, mas quem é que tem dúvidas sobre isso?! Essa é a realidade do futebol português.
Na segunda parte Domingos corrige, sai Saré, entra Maurides para a frente de ataque e Sousa ocupa o seu lugar no meio campo. Seguiu-se o melhor período do Belenenses, as tais ameaças, quer pela esquerda pela direita mas onde faltam os últimos metros que é como quem diz, o poder de fogo. Mais espinafres e mais eficácia na hora de rematar à baliza.
Últimos minutos, última fotografia! Domingos faz aquilo que os treinadores costumam fazer naquelas circunstâncias. A perder por uma bola a zero, tira um médio (Sousa) e faz entrar mais um avançado (Caeiro) para jogar ao lado de Maurides. No fim pode dizer que tentou tudo mas o mais certo é levar com o segundo golo. Que esteve para acontecer por duas vezes. Quanto ao Caeiro não me lembro se teve hipóteses de tocar na bola. Para a próxima mantenha o Sousa apesar dos lances irritantes e talvez tenha mais sorte.

Notas – Os brindes e os pés de Muriel

Sobre os brindes não vale a pena acrescentar dificuldades ás naturais dificuldades de jogar em casa dos grandes. Em especial nos primeiros minutos e nos últimos de cada parte. Despachar a bola de preferência para as faixas laterais e nunca para jogadores que a irão receber com os adversários nas suas costas. Quanto a Muriel, um excelente keeper, mas com um jogo de pés de alto risco. Ou não fosse ele um esquerdino total. É de evitar arranjarmos lenha para nos queimarmos. Até porque os adversários já perceberam o ponto fraco.


Saudações azuis 

segunda-feira, novembro 27, 2017

Um VAR de mentirosos!

Ao que isto chegou! Imaginem que já se manipulam imagens para ferir a verdade desportiva e assim atacar o adversário mesmo não tendo qualquer participação no lance ou no jogo em questão! Imagens manipuladas que os órgãos noticiosos difundem de imediato, sem escrutímio, com o maior despudor! No entanto quem viu o lance em directo, e falo por mim, ficou logo com a certeza de que já na parte final do jogo Aves-Porto ficou um penalty por marcar a favor dos dragões. Aliás opinião corroborada por todos os árbitros e painéis de arbitragem, sem excepção.
Ora isto é grave e mais grave se torna sabendo-se que o Benfica tem a responsabilidade nas transmissões dos seus jogos em casa! Em qualquer caso uma situação absurda e que só acontece em Portugal!

Mas deixemos o Benfica porque o que importa é responsabilizar quem está ou devia estar acima do Benfica, representando o interesse geral, ou seja, a verdade desportiva para todos. Essa entidade é a Federação e o seu presidente, uma vez que a Liga em termos de justiça desportiva, não funciona. E o que faz o presidente da Federação?!

Do que sabemos anda a reunir-se com o presidente do Benfica e com o presidente do Porto e espera reunir-se com o presidente do Sporting! Conversas de presidentes que nada resolvem pois não tocam no fundo da questão. E o fundo da questão são os emails que foram divulgados no Porto Canal. Emails cujo conteúdo, a ser verdadeiro, consubstancia um gravíssimo atentado à integridade das competições. É só isto que Fernando Gomes tem que verbalizar publicamente acrescentando que a justiça desportiva saberá punir os culpados e ilibar os inocentes. Justiça civil e penal não é com ele nem com a Federação. Dito isto que é o que o povo do futebol espera ouvir, incluindo os benfiquistas, deverá passar de imediato á acção com uma série de medidas preventivas que evitem, no futuro, situações como a que estamos a viver. A primeira coisa a fazer é concentrar na Federação a responsabilidade pelas transmissões televisivas tal como acontece com o VAR. A seguir terá que reduzir drasticamente o peso dos três grandes face aos outros competidores contrariando a actual satelização em curso. É que só com três não há campeonato! Se não sabe como se faz, leia o Belém Integral.

Só há aqui uma dúvida: - quererá Fernando Gomes acabar com a batota, reformar o futebol português, ou não quer e prefere não fazer ondas, deixar tudo como está e na primeira oportunidade arranjar um bom lugar na UEFA ou na FIFA?!
Pergunto isto porque é o que os nossos políticos mais proeminentes costumam fazer.


Saudações azuis

domingo, novembro 26, 2017

O campeonato, os empréstimos e a suspeição!

Quando há alguns anos escrevi sobre este assunto dos empréstimos entre equipas que disputam o mesmo campeonato era uma voz quase isolada mas os perigos já se adivinhavam. Por um lado temos a dependência de quem recebe em relação a quem empresta e por outro o desincentivo ao investimento próprio ficando os clubes ditos pequenos à espera dos jogadores emprestados pelos grandes! Esta foi a receita para chegarmos ao futebolzinho suspeito que temos hoje: - três patrões e quinze satélites! E escusam de se ofender.

A Liga (e a Federação) face aos escândalos que entretanto se avolumavam, engendraram uma norma que impede os emprestados de defrontarem o clube que os emprestava. Limitando ao mesmo tempo a três o número de emprestados por cada clube emprestador. A situação ficou mais clara mas não se tocou na sua substância.

Quanto á forma as contas são fáceis de fazer. Em teoria um clube pode jogar com nove jogadores emprestados, por exemplo, três do Benfica, três do Sporting e três do Porto necessitando apenas de se preocupar (para completar o onze base) com mais dois jogadores que podem, e dou outro exemplo, ter o passe partilhado com Benfica, Sporting ou Porto! Isto vale em pleno para 28 das 34 jornadas.

É claro que as coisas não se passam bem assim. É pior. O que acontece é usarem-se estes empréstimos como parte de uma estratégia de poder por parte de cada um dos grandes. Assim seleccionam os clubes a quem emprestam jogadores na base de algumas alianças que se reflectem invariávelmente nas votações nas assembleias da Liga, etc. Só não vê quem não quiser ver. Aliás, e para não irmos mais longe atente-se no que se passou ontem no final do jogo na Vila da Aves com o treinador do Porto a deixar algumas indirectas ao empenho dos jogadores avenses! Ou, noutro contexto, na reacção de Pinto da Costa à proposta do G15 para acabar com os empréstimos entre clubes que disputam a mesma competição! Fez questão de diminuir o G15 para G11 e ameaçar o Braga com o regresso já em Janeiro de um emprestado!

Por aqui se vê a importância da iniciativa do G15 em prol do futebol português que tem de deixar de ser uma competição entre senhores e escravos.


Saudações azuis



Nota: Tanto quanto sei o Belenenses tem actualmente um jogador emprestado pelo Sporting (André Geraldes) e emprestou ao Feirense o seu jogador Tiago Silva. Quanto às situações de partilha de passes, uma fórmula habilidosa de ultrapassar esta questão, não tenho dados seguros para me pronunciar.

sábado, novembro 25, 2017

Oportunidade perdida

Era um jogo muito difícil como serão todos os jogos desta Liga e essa dificuldade ficou bem patente na formação da equipa, nas cautelas defensivas com a bola a circular muito atrás e a tentar criar perigo pela certa. Mas é difícil criar perigo com Maurides ausente no jogo corrido, incapaz de segurar a bola, e eu penso que teremos de arranjar alternativas de golo para além das bolas paradas ou dos cruzamentos. De qualquer modo na primeira parte as tentativas de furar pela direita também não foram muito convincentes. Na segunda parte com a entrada de Benny a coisa melhorou. Acresce que o Chaves defendeu bem, recuperava a bola com alguma facilidade e tinha um craque a dar cabo do juízo a Florent. Estou a referir-me a Mateus, jogador emprestado pelo Sporting, e que acabou por resolver o jogo. Uma história repetida - em cima do intervalo, Fredy tenta o desarme pelas costas, livre em posição frontal e um grande golo do tal Mateus. A lembrar o sucedido contra o Vitória de Setúbal. E não vale a pena discutir se foi falta ou não, os árbitros vão sempre marcar falta neste tipo de lances. A solução é evitar esse risco.

Na segunda parte e estando a perder Domingos arriscou, fez entrar Benny, e o Belenenses conseguiu algumas jogadas envolventes pela direita que poderiam ter dado golo. Mas faltou sempre a decisão de um goleador nato… Caeiro entrou, ainda ameaçou, mas é curto…
É claro que um meio campo mais composto dava muito jeito. Tandjigora lesionado, Saré sem condição física e Sousa castigado, é muita gente!

No final não houve as declarações da praxe e em seu lugar o presidente da SAD manifestou o seu desagrado pela falta de frontalidade dos árbitros em denunciarem quem de facto os ameaça. Uma intervenção que não vou comentar até porque já dei a minha opinião sobre o assunto.

Resultado: Belenenses 0 – Chaves 1


Saudações azuis


Nota: Estas longuíssimas paragens do campeonato e a falta de competição que provocam não ajudam nada clubes como o Belenenses que nem equipa B possui.